Desequilíbrio entre treino e recuperação causa problemas ao organismo

Quando os treinos físicos superam a recuperação do corpo, os atletas estão sujeitos a sofrer um grave problema: o temido overtraining. Trata-se desse desequilíbrio fisiológico que resulta, entre diversos sintomas, na queda do rendimento e na perda muscular.

Ao realizar uma atividade física, o corpo sofre pequenas lesões, desidratação e variações hormonais, um desgaste compensado com o descanso e com a alimentação, que fornece os nutrientes necessários para a recuperação muscular.

Enquanto há equilíbrio entre desgaste e recuperação, a pessoa tem seu condicionamento físico melhorado. Porém, em caso de excessos, o corpo imediatamente envia os sinais, como o cansaço e uma notável perda de rendimento.

Mas esses não são os únicos sintomas do overtraining: distúrbios do sono, perda de peso, dor muscular e maior irritabilidade são indícios de que o corpo está pedindo ajuda.

Em mulheres, que são mais suscetíveis ao overtraining, existe ainda a possibilidade de acontecer um desequilíbrio hormonal, que afeta o ciclo menstrual e reduz a absorção de cálcio pelos ossos.

Não há, no entanto, uma regra ou fórmula padronizada para se evitar o overtraining, já que cada organismo adéqua-se de uma maneira diferente a uma atividade física. Além disso, caso a fadiga aconteça, não basta apenas reduzir o treino, pois o corpo precisa de uma recuperação maior, inclusive com um cuidado na alimentação – em alguns casos, com suporte de um suplemento nutricional.

Por isso, é sempre importante buscar a orientação e acompanhamento de um médico e nutricionista para praticar esporte de forma segura e saudável.

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